Nossas origens [5/6/2006]

 

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ANÍBAL MARIA DI FRANCIA

Aníbal Maria Di Francia, nasceu em Messina, Itália, a 05 de julho de 1851, de uma família da nobreza messinense, sendo seus pais o Cavalheiro Francisco Di Francia, dos Marqueses de Santa Catarina de Iônio (Catanzaro) Vice-Cônsul Pontíficio e Capitão honorário da Marinha e a Nobre dama Anna Toscano, dos Marqueses de Montanaro por parte de mãe. Aníbal Maria Di Francia, o terceiro entre os quatro filhos, ali viveu sua infância e idade adulta, dedicando-se e amando sua terra Natal, intitulando-a de “mia Patria”, chegando até aos 76 anos de vida.

Aníbal Di Francia é um místico italiano (1851-1927), fundador de dois Institutos Religiosos e outras obras e organizações de promoção humana e de evangelização, declarado Santo da Igreja pelo Papa João Paulo II, a 16 de maio de 2004.

Dedicou sua vida ao carisma do Rogate, principalmente no cuidado e educação de crianças e jovens.

Do grupo de colaboradores e colaboradoras que aos poucos se uniram a Aníbal Di Francia, destaca-se, sobretudo para as Filhas do Divino Zelo, a Madre Maria Nazarena Majone. Ela foi a principal figura, “a mais estreita colaboradora” que, chegando nos primórdios da obra, em meio a grande pobreza, levando avante diversas obras e comunidades iniciantes, com excepcional coragem e profunda sintonia e comunhão, soube colocar em ação e traduzir no seu jeito feminino e materno, os ideais de Aníbal Di Francia, aquele que seria para todos, o Padre Fundador.

A poesia que segue narra  a entrega de Aníbal a Missão recebida de Deus.

 

Eu amo as minhas crianças

“Como nota de cânticos peregrinos
Me chega o som da tua bela cítara,
O ignorado Amigo, e das minhas crianças
No inocente amor me renova.

Eu amo as minhas crianças; elas são para mim
O mais caro ideal da minha vida,
As arranquei do esquecimento, do abandono,
Impelido no coração por uma esperança ousada.

Florinhas da Itália, apenas nascidas
Estava aberto o abismo para devorá-las,
Não havia olhar de olhos enamorados
Que pudesse por um instante fazê-las felizes.

Pequeninos dispersos pelo caminho,
Sem amor, sem brio, sem sorrisos,
Ai de mim!, qual futuro, qual destino
Os teria, na prensa da dor, conquistado!

Pérolas perdidas as minhas meninas,
Eu as recolhi no lodo uma a uma
Quais conchinhas no meio dos caminhos:
Hoje encaminhadas a uma sorte mais feliz.

Me chamam Padre: sobre as suas cabeleiras
Do Ministro de Deus a mão se pousa;
Chamam de Madre: e a assim tão doce nome,
Responde do Senhor a casta esposa.

Para que não falte a estas mesas o pão
Tenho passado frio, tenho suado… – oh, eis que no entanto
Para hoje a comida, _ oh filhos meus: amanhã
Vos pensará aquele Deus que vos ama tanto!

Freqüentemente tenho batido em vão a férreas portas:
Atroz foi a minha sentença:
_ Sai daqui o importuno, ele é um louco,
Desconte a pena da sua loucura!_

Oh minhas crianças, um dia virá em que vocês
Saberão do meu martírio e do meu amor,
Que mais não ama um pai aos nascidos seus,
Que por vocês implorei aos homens e a Deus!

O ignorado amigo! O verso teu pudesse
Dissolver os frios e convertê-los em fogo,
Onde Piedade os seus dons expandisse,
Piedade que ao Céu e à Terra invoco!”

Em Zelo como ternura em Aníbal Maria Di Francia, Ir. M. Nelsa Cechinel, 2005.

MOMENTOS IMPORTANTES NA VIDA DE SANTO ANÍBAL MARIA

05 de julho de 1851: Nasce em Messina, Maria Aníbal Di Francia, o terceiro entre os quatro filhos do Cav. Francisco e de Dona Ana Toscano.

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07 de julho de 1851: É batizado na Paróquia de São Lourenço

 23 de outubro de 1852: Fica órfão do pai.

 1858: Entra no Colégio  São Nicolau dos Cistercienses.

 1866: Deixa definitivamente o Colégio que foi fechado pelas leis eversivas do governo italiano.

 1868: Intui a necessidade de rezar pelas vocações. Recebe aquela que pode ser definida a “inteligência do Rogate”. Algum tempo mais tarde descobre no Evangelho o “mandamento” de Jesus: “Pedi ao dono da messe que envie operários para a sua messe” (Mt 9, 38 e Lc 10,2)

 

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Novembro de 1869: Publica o opúsculo “Primeiros Versos”

 08 de dezembro de 1869: Veste o hábito clerical na Igreja da Imaculada.

 16 de janeiro de 1870: Inicia a sua missão com o ministério da pregação.

 26 de agosto de 1870: Consegue o diploma de professor primário

 Maio de 1876: Introduz em Messina a devoção a Nossa Senhora de Lourdes.

 26 de maio de 1876: Dom José Guarino confere-lhe o diaconato, na Igreja do Mosteiro de Montevergine.

 03 e 04 de março de 1878: Providencial encontro, numa rua de Messina, com o pobre Francisco Zancone.

 

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16 de março de 1878: Recebe a ordenação sacerdotal, por parte de Dom Guarino, na Igreja do ex-Mosteiro do espírito Santo.

1878: Começa o seu apostolado entre os pobres das casas de Avinhão.

 Dezembro de 1881: É nomeado diretor do seminário católico “La Parola Cattolica”.

 12 de janeiro de 1882: Dom Guarino confere-lhe o cargo de cônego estatutário da Catedral.

 

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08 de setembro de 1882: Inicia o primeiro orfanato feminino

 04 de novembro de 1883: Inicia o primeiro orfanato masculino.

 Novembro de 1884: Implanta a primeira tipografia, que, junto com a alfaiataria e a sapataria, serve à inserção dos órfãos na sociedade, pela aprendizagem de uma profissão.

 1885: Imprime na sua tipografia a primeira oração, para obter os “bons operários” para a Igreja.

 1º de julho de 1886: O Arcebispo concede que a Eucaristia seja guardada na primeira Capela das casas de Avinhão, após dois anos de fervorosa espera e de intensa preparação. Começa assim a Festa de “1º de julho”, típica dos Institutos do Servo de Deus, como lembrança-evocação deste acontecimento.

 19 de março de 1887: Ingresso no noviciado de quatro moças e início da Congregação Religiosa Feminina.

 Outubro de 1887: Providencial instituição do “Pão de Santo Antônio” para órfãos e os pobres.

 09 de janeiro de 1988: Morre a mãe, dona Ana Toscano

 15 de abril de 1891: Transfere a comunidade e o orfanato feminino para o palácio Brunaccini

 20 de agosto de 1892: Morre o irmão dele, João

 07 de julho de 1895: Transfere a comunidade e o orfanato feminino para o ex-Mosteiro do Espírito Santo, atual Casa Mãe das Filhas do Divino zelo.

 16 de maio de 1897: Tomada do hábito religioso dos primeiros três irmãos coadjutores.

 14 de setembro de 1897: Melania Calvat aceita dirigir por um ano o instituto feminino.

 22 de novembro de 1897: Institui a “Sagrada Aliança”  para promover entre os bispos, os padres e os religiosos a oração pelas vocações.

 

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08 de dezembro de 1900: Institui a “Pia União da Rogação Evangélica”, para promover entre os fiéis a oração pelas vocações.

 14 de setembro de 1901: O Arcebispo de Messina, Dom Letterio D’Arrigo aprova os nomes definitivos das duas Congregações religiosas: Rogacionistas do Coração de Jesus e Filhas do Divino Zelo do Coração de Jesus.

 26 de junho de 1908: Inicia a publicação do periódico “Deus e o Próximo”.

 28 de dezembro de 1908: O terremoto de Messina faz treze vitimas no instituto feminino do “Espírito Santo”.

 1º de julho de 1910: Inauguração da Igreja-barraca, presente do Papa Pio X. Na fachada está a inscrição: “Rogate Dominum Messis”. É a primeira Igreja dedicada à oração pelas vocações.

 1911: A autoridade eclesiástica confia ao Padre a Congregação das Filhas do Sagrado Lado e a dos Pequenos Irmãos do Santíssimo Sacramento, fundadas pelo Pe. Eustaquio Montemurro.

 22 de dezembro de 1919: Morre em Roccalumera (Messina) o irmão de Padre Aníbal, Padre Francisco.

 26 e 27 de abril de 1919: Um misterioso incêndio destrói a Igreja-barraca.

 03 de abril de 1921: Em sua presença, Dom Letterio D”Arrigo benze a primeira pedra do Templo do Rogate, em Messina, onde antigamente estava o bairro de Avinhão.

 06 de agosto de 1926: Dom Ângelo Paino, com dois decretos distintos, aprova as Congregações religiosas.

 1º de junho de 1927: Às 06h30min, o Padre Morre santamente, na residência de campo, no distrito Guardiã, em Messina.

 Outubro de 1990: Padre Aníbal é beatificado pelo Papa João Paulo II

 16 de maio de 2004: Padre Aníbal Maria Di Francia é canonizado pelo Papa João Paulo II.

 

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