Província Nossa Senhora do Rogate [5/6/2006]

Lembrando o Passado

 

Nada foi por acaso: o Senhor foi costurando as partes.

Em 1950, Rubens Cerqueira, seminarista orionita, vindo da Itália onde estivera a serviço de sua Congregação, falara sobre as FDZ ao Sr. Bispo da Diocese de Valença, Dom Rodolfo das Mercês de Oliveira Pena, que passou a interessar-se pelas Irmãs, tendo em vista a necessidade de Religiosas de outras Congregações para o serviço pastoral em sua Igreja.

Indo a Roma em visita “Ad Limina”, S. Excia. Foi procurar a Superiora Geral da Congregação das FDZ, pedindo Irmãs para uma fundação em sua Diocese.

Quando Deus quer as coincidências se encontram e tudo leva à realização do Seu Plano Divino: um encontro casual de um sacerdote brasileiro com as FDZ, em Roma… sua partilha de impressões pessoais com um Bispo interiorano, no Brasil… a necessidade pastoral de uma Diocese Brasileira… a visita “ad limina”, como tantas outras, levou este bispo a encontrar-se com o Governo Geral das FDZ e propor-lhe uma fundação. De outra parte, as FDZ se perguntavam como comemorar, do melhor modo possível, os 100 anos de nascimento de Padre Aníbal Maria Di Francia, fundador da Congregação. Relembravam seus sonhos missionários, com sede de realiza-los. E a porta se abre com o convite inesperado do Bispo Brasileiro. Veio o Capítulo Geral de 09 a 17 de abril de 1951 e o pedido de fundação no Brasil entrou em pauta com resultado positivo. A proposta capitular de expandir a Congregação para além-mar, sai do projeto e vai colher todas as Irmãs em junho do mesmo ano, em santa empolgação. Tudo foi mera coincidência? Não! Tudo foi obra do Plano de Amor do Pai. O Senhor aproveitou aquilo que pode parecer simples coincidências, para levar avante o Seu projeto a favor do Seu Reino.

 … e o caminho se faz…

Escolhidas as felizardas para compor o primeiro grupo missionário, já em meados de maio foi fixado na Igreja de Santo Antônio de Pádua, em Roma, o seguinte AVISO:

“Na próxima quinta-feira, dia 24 de maio de 1951, Festa de Corpus Christi, às 08 horas, nesta Igreja, se celebrará uma festa missionária, com a entrefa dos Crucifixos, bentos pelo Santo Padre, às quatro Irmãs Filhas do Divino Zelo do Côn. Aníbal Maria Di Francia que partirão para as Missões no Brasil. É o primeiro grupo de missionárias da nossa Congregação, que como árvore vigorosa e frutífera estende seus ramos por quase todas as regiões da Itália e agora é transplantada para além-mar, para levar a toda parte seu projeto de Caridade. Esta Missão “ad extra” tem como votos de sucesso, o Ano Centenário do Nascimento do nosso Venerável fundador e o fato de que o embarqueacontecerá em Gênova no dia 1º de junho, dia do aniversário de sua morte…”

No dia 1º de junho de 1951, as quatro missionárias partiram do Porto de Gênova: Madre M. Palmira Carlucci, Ir. M. Plácida Porto, Ir. M. Lorenza Tripodi e Ir. M. Luigina Marchese.

Quatro pessoas totalmente diferentes, porém profundamente unidas pelo mesmo ideal carismático: o fascínio pelo Reino, no seguimento do Jesus do Rogate, à luz dos ensinamentos de Santo Aníbal Maria. A carta das quatro missionárias escrita na viagem é conservada com carinho pela Congregação. É cheia de emoção e de ideal, como se pode ver por este pequeno extrato:

“… Tudo desapareceu, apenas se delineia longe, a costa… e nós ainda estávamos ali… com o lenço nas mãos, agitado pelo vento… Algumas lágrimas furtivas e silenciosas rolam de nossos olhos voltados para o Céu; porém docemente, uma profunda paz desce em nosso íntimo. No fundo de nossos corações está o sorriso da complacência Divina. Adeus queridos, e adeaus Itália – nossa Pátria! Iremos para além dos montes e dos mares, para levar a fé, para propagá-la e fazê-la penetrar e vivificar os corações.”


… e em outras praias nova página da história se abre e…

No dia 16 de junho as quatro missionárias chegaram ao porto do Rio de Janeiro, onde foram acolhidas por estranhos, mas “irmão(as)”, porque o amor do Pai aproxima as distâncias e nos une com a filiação-fraternidade. Foram recebidas pelas Pequenas Irmãs da Divina Providência, da Madre Teresa Grillo Michel. No dia 18 de junho, viajaram para Três Rios, o destino esperado. Aí a história da Casa de Três Rios dá  início a uma história de lutas, mas também de bênçãos, de construção, de determinação.

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… e em outras praias nova página da história se abre e…

No dia 16 de junho as quatro missionárias chegaram ao porto do Rio de Janeiro, onde foram acolhidas por estranhos, mas “irmão(as)”, porque o amor do Pai aproxima as distâncias e nos une com a filiação-fraternidade. Foram recebidas pelas Pequenas Irmãs da Divina Providência, da Madre Teresa Grillo Michel. No dia 18 de junho, viajaram para Três Rios, o destino esperado. Aí a história da Casa de Três Rios dá  início a uma história de lutas, mas também de bênçãos, de construção, de determinação.

… e a Comunidade cresce… multiplica-se…

Um ano após, no dia 15 de julho de 1952 outras seis missionárias juntaram-se às primeiras: as Irmãs Elena Gallippi, Adriana Grottoli, Ester Arrigo, Florida Colacchi, Ausiliatrice Malavasi e Leocádia De Virgilis. Estas Irmãs deram o melhor de si pela recente fundação. Delas, apenas uma encontra-se ainda no Brasil, acompanhando com alegria o crescimento histórico da Província: Ir. M. Florida Colacchi.

No dia 21 de fevereiro de 1954, chegou mais um grupo de missionárias FDZ da Itália: Irmãs Camillina dell”Aquilla, Evangelina La Marca, Firmina Arcorace e Fará Colacresi. Do grupo, ainda se encontra no Brasil a Ir. M. Evangelina La Marca.

Também em 1954 chegaram as primeiras vocações brasileiras: Maria José Soares Ferreira, de Valença(RJ) e Nasmita Mariano, de Inhapim (MG).

Aos 02 de janeiro de 1958, houve a Primeira Profissão Religiosa de FDZ, fora da Itália: as duas primeiras vocacionadas brasileiras passavam a fazer parte da Congregação das Filhas do Divino Zelo: Ir. Maria Glória da Sagrada Face (Maria José Soares Ferreira) e Ir. Maria Tarcísia da Divina Eucaristia (Nasmita Mariano).

Daí para frente o número de vocacionadas foi crescendo, pois foram ingressando jovens de várias cidades do Estado do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e, a seguir do Sul, onde se instalaria uma Comunidade.

No dia 13 de agosto de 1958, novo grupo chegou da Itália para dar mais força à missão brasileira: Irmãs Alba Graziano, Irmã Cafà, Bevenuta Insana e Donatina Ferretti, e a 10 de setembro de 1958 mais uma religiosa, a Ir. M. Venerinala Rocca. Desse grupo, permanece no Brasil nossa querida  Ir. M. Donatina Ferretti.

Em 19 de dezembro de 1962, chegaram outras missionárias: Irmãs Daria Pepe, Diomede Cutecchia e Gonzaga Ferrera. Todas voltarão a Pátria após algum tempo em missão.

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Aos poucos novas vocações surgem, são abertas novas comunidades, a missão se expande. Por  longo período o Brasil recebe missionárias italianas que dão sustento a obra nascente. Surge a necessida de uma coordenação. O Conselho Geral, no dia  04 de janeiro de 1958, criou a Delegação Brasileira. Assim sucederam-se os governos:

1958:

Delgada: Madre Maria Palmira carlucci

1ª Conselheira: Ir. Maria Adriana Grottoli

2ª Conselheira: Ir. M.  Ester Arrigo

 

1969

Delgada: Madre Maria Benvenuta Insana

1ª Conselheira: Ir. M. Pláscida Porto

2ª Conselheira: Ir. M.  Romilda Cannito

1976

Delgada: Madre M. Agnesina Carozza

1ª Conselheira: Ir. M. Romilda Cannito

2ª Conselheira: Ir. M.  Bevenuta Insana

3ª Conselheira: Ir. M. Alba Graziano

4ª Conselheira: Ir. M.  Vitória de Souza

 

1982

Delgada: Madre M. Romilda Cannito

1ª Conselheira: Ir. M. Fiorenza Barone

2ª Conselheira: Ir. M.  Agnesina Carozza

3ª Conselheira: Ir. M. das Graças Tramontin

4ª Conselheira: Ir. M.  Vitória de Souza

 

1998

Delgada: Madre M. Romilda Cannito

1ª Conselheira: Ir. M. Fiorenza Barone

2ª Conselheira: Ir. Maria Eli Milanez

3ª Conselheira: Ir. M.  Vitória de Souza

4ª Conselheira: Ir. M. Inez Rosso

1991

Delgada: Madre Maria Eli Milanez

1ª Conselheira: Ir. M. Romilda Cannito

2ª Conselheira: Ir. M. Inez Rosso

3ª Conselheira: Ir. M.  Vitória de Souza

4ª Conselheira: Ir. M. Bernadete Jonas da Silva

1994 (o Brasil torna-se Província)

Superiora Provincial: Madre Maria Eli Milanez

1ª Conselheira: Ir. M. Sineide das Chagas

2ª Conselheira: Ir. M. Nelsa Cechinel

3ª Conselheira: Ir. M. Romilda Cannito

4ª Conselheira: Ir. M.  Vitória de Souza

1997

Superiora Provincial: Madre Maria Eli Milanez

1ª Conselheira: Ir. M. Sineide das Chagas

2ª Conselheira: Ir. M. Romilda Cannito

3ª Conselheira: Ir. M. Eliete Bauer da Cunha

4ª Conselheira: Ir. M. Amélia Castagnetti

Ecônoma: Ir. M.  Vitória de Souza

 

2000

Superiora Provincial: Madre Maria Eli Milanez

Conselheiras:
Ir. M. Alzeni Borba
Ir. M. Inez Rosso
Ir. M. Nelsa Cechinel

Ir. M.  Vitória de Souza

2003

Superiora Provincial: Madre M. Inez Rosso

Conselheiras:
Ir. M. Alzeni Borba
Ir. M. Vilma Regina Gava
Ir. Maria Marques
Ir. M. Amélia Castagnetti

Ecônoma: Ir. M.  Vitória de Souza

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Nossas Casas

18/06/1951: Colégio Santo Antônio – Três Rios / RJ

19/07/1952: Casa São Vicente – Valença / RJ

22/05/1959: “Casa Assistencial da Mineração” e em 08/12/1962 o Colégio Cristo Rei -Içara / SC

04/02/1966: Escola Madre Nazarena Majone – Rio de Janeiro / RJ

16/04/1966: Artesanato Nossa Senhora Aparecida – Valença / RJ

15/09/1976: Cantinho Padre Di Francia – Brasília / DF

13/06/1981: Lar-escola Santo Antônio – Alpinópolis / MG

15/11/1987: Instituto Nossa Senhora do Rogate – Rio de Janeiro / RJ

10/02/1987: Comunidade Pastoral Nossa Senhora de Fátima – Lajinha / MG

04/03/1993: Comunidade Apostólica Pe. Ladislau Klener –  Maetinga / BA

29/08/1999: Comunidade São José – Mocambo / SE

01/01/2000: Comunidade  de Santa Cruz de la Sierra – Bolívia

: Comunidade Nossa Senhora das Vocações – São Paulo / SP

Outras casas surgiram ao longo da história, no entanto as que continuam até hoje são as apresentadas acima.

Do Livro: História da Província  Latino Americana Nossa Senhora do Rogate, 2000 – Ir. Maria José Soares Ferreira